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domingo, 20 de novembro de 2011

My Britney Spears Experience

Impossível não vir aqui relatar essa experiência detalhadamente, né?

Tudo começou com o sinal verde que minha mãe deu para que eu comprasse o ingresso, perto do meu aniversário. Nem acreditei. Cogitava muito remotamente a possibilidadade de ver um show da Britney no Brasil. O trajeto era longe, caro e cansativo. Mas não é que tudo deu certo?
Eu e o Bruno chegamos na Arena Anhembi, local do show, por volta de 17 horas. Retiramos os ingressos e entramos sem enfrentar fila. A arena estava tomada só até a metade. Demos uma passadinha na loja oficial: tudo muito caro, infelizmente doeu no bolso e não compramos nenhum material. Ficamos num lugar relativamente bom, atrás da caixa de som, onde tinhamos uma visão do palco e de um dos telões também. Não aguentamos e ficamos esperando comportadamente sentadinhos, comendo Ruffles e lendo os tweets que o pessoal mandavam pra T4F no telão!


A espera foi interminável! Nossa... os minutos não mudavam no relógio, era a mesma hora sempre... foi muitíssimo complicado ficar lá, sem fazer nada, só esperando o show começar. Enfim, a banda de abertura começou a tocar. Era a tal Copacabana Club, uma coisa meio eletrônica e totalmente sem graça. O público no geral tava achando um tédio, pelo menos quem tava perto da gente - interagimos com alguns fãs que também estavam por lá irritados com as músicas chatas que a banda estava tocando. Uma animada geral aconteceu quando começaram a tocar um remix de We Found Love, da Rihanna. Mas foi só, também. Nisso, foi escurecendo e fazendo um frio do caramba. Uma leve ameaça de chuva pairava sobre nossas cabeças... pairou, aliás, durante todo o show, mas não caiu e não nos atrapalhou, ainda bem!

Quando a Copacabana Club saiu do palco, colocaram uma contagem regressiva no telão, de meia hora. A medida que os minutos se passavam, o letreiro escrito Femme Fatale piscava, brilhava e mudava de cor. E a cada mudança dessa, o público gritava e vibrava.


Britney entrou no palco às 22 horas em ponto. Foi muita gritaria! Infelizmente, a partir daí, fiquei com medo de tirar meu celular do bolso pra tentar filmar e fazer vídeos, porque, além de todo mundo estar pulando muito, as imagens e sons não ficariam bons. O show começou com Hold it Against Me, seguida de 3 e de Up & Down. Esse bloco de abertura era o que eu mais esperava ver, as músicas eram as minhas favoritas na setlist. Cantei altíssimo e pulei o tempo todo - foi lindo! Ela estava linda, radiante, sorridente, FELIZ! E foi muito gratificante vê-la assim. Vejam esse vídeo que achei no YouTube, da primeira música, feito por algum fã que também estava lá:


Só posso dizer que foi lindo ouvir o coro dos fãs cantando cada música em uma só voz! A grande maioria do público sabia todas as músicas na ponta da língua, fossem novas ou antigas. Acho que a parte que o pessoal mais vibrou foi quando começou I Wanna Go! Todo mundo pulando e cantando alto... Sinceramente? Acho que a Britney ficou impressionada com o carinho do público. Pelo telão, eu via a carinha dela, os olhinhos brilhando, toda encantada: "I love you, São Paulo!", ela disse, e a arena veio abaixo. Ela interagiu com o público, acho até que bem mais do que o que estamos acostumados. Outra parte querida por todos foi, claro, ... Baby One More Time, seguida por S&M e por I'm a Slave 4 U, essa última com a coreografia original do clipe.

Quem fala que a Britney não dança mais ou é hater ou é cego. Ela estava com fogo na roupa, executando todos os passos com perfeição e leveza, sem parar nem uma vez, o corpo lindo, o cabelo lindo! Aquela era a Britney que todos nós conhecemos, esperamos e pagamos pra ver. Ela não surpreendeu, porque eu já sabia que ela estaria na melhor forma possível, em todos os sentidos. Uma das minhas performances favoritas é a de Boys, aqui também em um vídeo feito por algum fã:

 

Bem... acho que através desse relato ficou bem claro que foram as duas melhores horas da minha vida! Eu decididamente realizei um sonho, vi a Britney ali, de longe, pequenininha, linda... respirei o mesmo ar que ela, estive no mesmo lugar que ela... estive ali, com ela! Durante o show esqueci de tudo e de todos, não tinha olhos e nem cabeça pra mais nada, aproveitei intensamente... Não posso negar que segurei o choro durante o show inteiro, mas na hora da despedida com Till The World Ends eu não consegui segurar as lágrimas. Ela estava indo embora e eu daria tudo para ficar ali mais alguns minutos... Obrigada, Britney! Você não sabe que eu existo, mas eu mando todas as minhas melhores vibrações pra você todos os dias, pra que você possa continuar realizando sonhos e dando forças a cada um de seus fãs. Você não sabe que eu existo, mas eu posso afimar com toda certeza de que você é pra mim um grande exemplo a ser seguido! Obrigada por falar por mim em suas músicas, por ter estado presente com cada canção em um momento da minha vida, por me ensinar que dificuldades podem ser superadas e, principalmente, que sonhos podem ser realizados. Não demore a voltar: eu preciso te ver de novo!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Música: 5 músicas de Britney Spears que você precisa ouvir

Oi pessoal! 
Primeiramente, me desculpem o abandono do blog... Está difícil de atualizar com tanta coisa pra fazer! Faculdades, trabalho, provas e a vida que sobra, né? Hahaha!


Bom, não me lembro se já comentei por aqui, mas no próximo dia 18 de novembro realizarei um grande sonho: assistirei ao show da Britney Spears, em São Paulo! Como uma fã antiga (sofrendo since 1999), vocês podem imaginar a emoção que estou sentindo. Da primeira e única vez em que ela veio ao Brasil, foi em um Rock in Rio e eu tinha apenas 11 anos de idade, ou seja, as possibilidades de vê-la eram nulas. Porém, agora a espera acabou: na próxima semana embarcarei para assistir ao grande espetáculo que é a Femme Fatale Tour

Dito isso, adivinhem se não estou ouvindo a setlist do show compulsivamente? É claro que sim e sem parar! Porém, outro dia, dei por mim pensando: Britney tem músicas muito, mas muito boas, e que pouca gente conhece! Costumo chamá-las de "músicas para fãs", porque além de serem, de certa forma, meio undergrounds, se você não for fã, dificilmente vai conhecer. Resolvi então fazer aqui uma listinha com cinco músicas da Britney que são desconhecidas e que acho dignas de divulgação! Vamos lá:

1. He About To Lose Me 
Essa música é uma bonus track da versão deluxe do último álbum de Britney, o Femme Fatale. Ela foi tocada em alguns shows no início da turnê, mas infelizmente foi retirada da setlist por problemas na estrutura onde era apresentada. Infelizmente, não a escutarei no show do Brasil. Essa também é minha música favorita da Britney em todo o mundo: ouvimos voz pura de Britney, fato este enfatizado pelo produtor da música, que resolveu atender ao pedido dos fãs e lançar algo bem cru. A letra, o instrumental... tudo forma um conjunto perfeito. 


2. Phonography
Outra faixa bônus, desta vez do álbum Circus. Fica quase empatada com He About To Lose Me na minha lista de favoritas! Tenho uma quedinha por bonus tracks, hahaha! A letra, o ritmo e o conceito da música (phone sex!) são bem sensuais, bem como o vocal de Britney. Dá pra viajar ouvindo! Imagino muito fácil um vídeo dessa música, mas não sei se conquistaria as paradas. Em todo caso... escutem!


3. Dangerous
Essa faixa é um grande mistério. Ninguém sabe quando foi gravada ou para qual álbum seria destinada - foi vazada por um fã misterioso há pouco tempo. Eu chuto que seria para o Circus, pois tem uma sonoridade muito similar à uma bônus desse cd, Rock Me In. Também visualizo facilmente essa música na trilha sonora de algum filme engraçadinho, sexy e deliciosamente violento, como Sin City ou qualquer coisa vinda do Tarantino. O que vocês acham?

 

4. Let Me Be
Essa é a nona faixa do álbum Britney. Sou muito fã da letra dessa música! É um dos muitos exemplos em que respiro fundo, abro um sorriso e digo em alto e bom som: Britney fala por mim! É muito gostoso se identificar com o que seu artista favorito canta pra você. Infelizmente essa música não fez parte da turnê do álbum, a Dream Within A Dream, e acredito que nunca veremos um live dessa música :( Na minha opinião, esse também é um dos melhores vocais da Britney.

 
 
5.  Toy Soldier
Presente no álbum Blackout, para mim essa é uma das faixas mais exóticas que a Britney já gravou. Todos os elementos da música são estranhos, mas combinam extremamente bem! Gostaria de ver uma performance ou clipe dela algum dia... Mas acredito que seja muito agressiva para que a Britney apresente ela, pelo menos por agora... não combina com o momento pelo qual ela está passando e nem pela imagem que vem expondo nos shows. Provavelmente será mais uma boa faixa totalmente deixada de lado.


São essas as minhas indicações de hoje, com a recomendação de que nunca deixem os clássicos de lado! Continuem se lembrando de Britney pelo o que vocês já estão acostumados: ... Baby One More Time, Oops!... I Did It Again, I'm a Slave 4 U, Gimme More e outros tantos singles de sucesso, afinal, foram essas músicas que construíram a carreira dela! Porém, não se esqueçam de que o talento dessa mulher vai muito além do que vocês vêem por aí, tudo devidamente representado por essas cinco músicas. E, caso alguém se sinta interessado em ir um pouco além e conhecer mais, falem comigo.

Espero que gostem! Me desejem bom show, porque agora eu só voltarei aqui para fazer o relato dele! Beijos.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O Herói Perdido, por Rick Riordan

Mais uma série incrível do excelente autor Rick Riordan! Depois de finalizar Percy Jackson e os Olimpianos, abordando a mitologia grega, Rick iniciou a trilogia As Crônicas dos Kane, sobre os deuses do Antigo Egito, cujo primeiro livro eu já resenhei aqui. Agora, enquanto aguardamos o segundo livro da trilogia e a concretização de rumores sobre uma série envolvendo lendas nórdicas, podemos nos deliciar com O Herói Perdido, primeiro livro da série Os Heróis do Olimpo, que mistura a mitologia romana com a grega.

O herói perdido é Percy Jackson, personagem já conhecido e devidamente resgatado nessa nova história. Além dele, reencontramos também Annabeth, Thalia e Quíron, todos dentro do nosso querido e reconstruído Acampamento Meio-Sangue. Eu particularmente adorei esse resgate: todo mundo quer saber o que acontece com nossos personagens favoritos quando o livro acaba de vez, e Rick nos deu esse grande presente mostrando que a jornada de Percy não teve mesmo um fim.

Nesta saga, temos os amigos Piper, Leo e Jason, três amigos semideuses que são retirados de forma nada delicada de sua antiga escola, sendo levados ao Acampamento Meio-Sangue e reclamados por seus pais, os deuses Afrodite, Hefesto e Júpiter. Peraí... Júpiter?

Isso mesmo. É aí que a mitologia romana é inserida na narrativa. No começo, ficamos um pouco confuso com a mistura de referências, mas depois de nos familiarizarmos com esse novo território, fica mais fácil entender.

O enredo é o seguinte: Jason está sem memória: não lembra quem é e de onde vem. Mas sabe que tem uma missão importante a cumprir com a ajuda de seus amigos. Aliás, seriam eles seus amigos mesmo? Ele não tem certeza. Por mais que tente, não consegue se recuperar da amnésia.

Ele precisa correr contra o tempo e contar com Leo e Piper para salvar uma deusa aprisionada, domar um dragão atrevido feito de engrenagens e salvar o pai da garota, que esconde um grande segredo: será capaz de trair seus amigos? Ao mesmo tempo, Leo, meu personagem favorito, aprende a lidar com traumas de infância com um dom muito especial que não era visto há muito, muito tempo.

Pela primeira vez temos Rick escrevendo em terceira pessoa, fato que estranhei um bocado no início. Ainda prefiro suas narrativas em primeira pessoa, me sinto bem mais próxima dos personagens. Apesar disso, o senso de humor do autor continua impecável e discreto. A única coisa que não gostei foi que meu exemplar estava lotada de erros de edição! Nomes de personagens trocados em falas, palavras erradas... O que aconteceu, Editora Intrínseca? Tantos erros assim depois de passar por três revisores é um absurdo.

Enfim, apesar desses pesares, o livro é ótimo, como tudo o que Rick Riordan faz. É apaixonante e um prato cheio para os orfãos de Percy. A continuação, intitulada O Filho de Netuno, não demora a ser lançada. Mal posso esperar!


MUDANDO DE ASSUNTO...

Minha querida amiga Juhjuh, me passou os primeiros selinhos que o blog ganhou! Aqui estão eles: 


E tenho que responder as seguintes perguntas, no primeiro momento menininha por aqui:

1º- Top três melhores produtinhos: Hidrante Crazy, de morango, da Água de Cheiro, esmalte Angélica, da Risquè e blush cor 04, da Vult.

2º- Segredos de Beleza: Não passar vontade.

3º- Uma Personalidade:
Britney Spears ♥

4º- Uma musica: A primeira que me veio em mente: Dancing With Tears in my Eyes - Ke$ha.

5º- Uma Foto: Britney na Femme Fatale Tour, porque o dia no show do Brasil tá chegando e eu estarei lá!


Eu deveria escolher três blogs para receber os selos e fazer o mesmo, mas acho que o meu círculo de contatos não é tão grande e nem adequado pra isso, hahaha! Então fica aqui só o meu agradecimento por ter ganhado esses e a recomendação de que todos visitem e comentem no www.juhjuhfernandes.blogspot.com

E por hoje é só!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Desabafo: Obrigada, Britney


Há pouco tempo recebemos uma consultoria em meu local de trabalho. Por mais que um profissional dessa área tenha o dever de orientar utilizando palavras mais duras, a pessoa que esteve comigo durante esse tempo passou de todos os limites: palpitou à vontade sobre a inutilidade da faculdade de Letras à distância que eu estou fazendo (na opinião dela, é claro), falou que eu deveria trabalhar em vez de estudar isso (como se eu não trabalhasse desde os 17 anos e já ser formada e ter ainda outras duas faculdades em curso fosse nada), insistiu que um publicitário pode ser jornalista e vice-versa (poder até pode, né, agora se isso dá certo, é outra história - o ponto é que meu novo diploma foi questionado com desdém), dentre tantas outras barbaridades. Fui chamada de insegura, fui acusada de ter "dado um balão" em um cliente por simplesmente ter esquecido de copiar a dita cuja no email que enviei com o trabalho pronto - sim, ela se sentiu impelida a fazer tal acusação antes de perguntar se havia acontecido algum problema -, enfim... já deu para vocês terem uma idéia do que passei.

Fiquei horrorizada. Como uma pessoa que nunca antes havia me visto na vida pode falar com tanta autoridade sobre coisas que não lhe diziam respeito? Esse com certeza seria o trabalho de um psicólogo, e isso ela não era. Foram três dias de completo desgaste. Minha vontade era de nem voltar no dia seguinte, e, podem ter certeza, se eu não precisasse de trabalhar por dinheiro eu teria feito exatamente isso. Me senti um lixo, como se nada que eu fizesse dentro da empresa tivesse valor. A desmotivação foi gigantesca. Sei que passar por essa consultoria era minha obrigação e que eu me coloquei à disposição para ser analisada, mas tudo fugiu dos limites do bom senso.

Ao chegar em casa, praticamente chorando de raiva e indignação, a única coisa que me vinha na cabeça era "Britney Spears". Colocava uma música ou outra, ou um álbum inteiro, pra tocar, e cantava a plenos pulmões, porque, já dizia meu avô, "quem canta seus males espanta". E, pra espantar aqueles males que estavam me atormentando, a única voz com poder suficiente era a de Britney.

Isso porque eu soube, naquele momento, que eu estava passando por uma situação de realidade tão distante, mas ao mesmo tempo tão similar com tudo o que a Britney já passou durante a carreira dela. "Ela não canta", "ela não dança", "ela não compõe". Tantos questionamentos, tantas dúvidas a respeito de um trabalho executado durante mais de 10 anos com esforço e dedicação, foram o suficiente para que ela deixasse de saber lidar com aquilo durante um tempo curto, mas que para nós fãs, que sempre acreditamos com o coração em tudo o que ela faz, foi uma eternidade acompanhada pelo medo de que ela nunca fosse se superar. Foi assim que me senti: julgada, avaliada sem pleno conhecimento, desvalorizada. Assim Britney se sentiu, e, por que não, se sente ainda, de vez em quando?

Britney canta. Britney dança. Britney compõe. Britney vive. Ela sabe o que está fazendo. Ela tem as rédeas da situação. Ela faz, hoje, o que ela quer, e como ela quer. Conheça-a melhor. Deixe o preconceito de lado. Não fale do que não conhece, não julgue, não repita o que você ouviu alguém dizer mesmo que você mal saiba do que se trata. São diversas lições que eu consigo pensar quando penso em Britney e quando eu penso em tudo o que ela teve que ouvir e passar para chegar onde chegou. Depois de ter passado uma situação desagradável como a que contei nesse post e de ter passado por cima dela sem a frieza de uma pessoa orgulhosa, consigo pensar na Britney de uma outra maneira.

Permita-se sentir raiva. Permita-se o sentimento de ultraje, de indignação. Sentir-se mal não é um crime. Deixar isso refletir em suas atitudes e no seu dia-a-dia não é sinal de fraqueza. Só não faça disso algo constante na vida: supere-se e procure sempre ver as coisas boas e os pequenos detalhes que fazem um dia ruim ficar bonito, ainda que bem de leve. Britney disse, no documentário For The Record, gravado posteriormente a seu período mais conturbado: "I'm sad". Ela estava triste, por tudo o que tinha passado e por tudo o que tinha feito para remediar isso. Todos nós vamos ouvir coisas que não gostamos e vamos, eventualmente, jogar tudo para o alto e fazer algumas loucuras que nos levarão a passar por situações chatas e que nos deixem em uma posição inadequada. E nós temos a capacidade de querer recuperar tudo depois, de fazer isso acontecer, e de provar ao mundo a que viemos.

Britney já provou para todos, só não enxerga quem não quer. Mas, principalmente, já provou para si mesma. Mais que uma presença significativa na música, que o símbolo da queda do american dream, que uma vida assistida, que uma pressão maldosa, que um rosto bonito, que um corpo magro demais ou gordo demais. E eu a terei como um grande exemplo a ser seguido. Sei que vou chegar muito longe, talvez não com o reconhecimento merecido, mas com a certeza de que fiz tudo o que tinha para fazer - e o fiz bem. Obrigada, Britney, pela inspiração.


"I'm not better than anyone, but I can be better than myself." - Britney Spears.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Música: Ke$ha

 
A cantora Ke$ha, de 24 anos, ganhou espaço no mercado da música quando fez um dueto com o rapper Flo Rida e despontou pouco depois com o hit TiK ToK, uma das músicas mais tocadas no ano passado. Antes disso ela já havia escrito canções para The Veronicas e fez backing vocal em álbums de Paris Hilton e Britney Spears.

Quando surgiu, confesso que Ke$ha me chamou a atenção por um fator em especial: ela era suja. Um mix de Avril Lavigne com Taylor Swift, glitter e sujeira. Não simpatizei nem um pouco com ela, apesar de adorar TiK ToK, tudo me irritava nela, voz e visual. Por algumas vezes tentei ouvir seu primeiro álbum, Animal, sem sucesso, porque nunca conseguia ir até o final. Por fim, cansei de tentar e deixei-a de lado.
Britney e Ke$ha
  
Lembrei de sua existência quando Ke$ha se revelou compositora do segundo maior hit de Britney Spears, a música Till the World Ends, presente em seu último álbum de estúdio, o Femme Fatale, do qual já falei por aqui. Depois disso, Ke$ha também fez participação no remix da música, juntamente com a rapper Nick Minaj. Foi aí que pensei: se a Britney, que é tão seletiva, deu uma chance pra essa menina (que inclusive já alfinetou algumas vezes em declarações) porque eu não devo tentar mais uma vez? Então, por mais brega que possa soar, deixei o preconceito de lado e abri meu coração para ouvir suas músicas.

Comecei de trás pra frente, ouvindo o EP Cannibal, que foi lançado também em versão deluxe com o álbum Animal este ano. Confesso que a música Blow, segundo single desse trabalho, já havia me conquistado há tempos mas eu não queria admitir. A música é incrível! O vídeo é um dos meus favoritos de todos os tempos. Sleazy, We R Who We R  e Cannibal, que dá nome ao EP, também são músicas marcantes que favorecem por completo o estilo de Ke$ha: dançante, contagiante, despretencioso e, por que não, sujo! No álbum Animal, minhas favoritas são os singles Your Love is My Drug e Take it Off, além das ótimas Back$tabber e Dancing With Tears in My Eyes, e, claro, TiK ToK! Na minha opinião, o EP valoriza mais a voz da Ke$ha e reafirma realmente como ela quer ser vista pelo público, enquanto o álbum é mais uma introdução, um experimento para ver como ela seria aceita. Ou seja, pra mim, Cannibal tem muito mais personalidade e tomara que os próximos trabalhos da cantora continuem seguindo essa linha.

Pra mim, compôr não é um fator muito importante para um cantor. Acredito que a interpretação é tudo: uma música ruim pode ficar ótima com o artista certo. Mas é legal frisar que, por mais superficiais que sejam suas letras, Ke$ha também pode escrever além de cantar. Seus atributos vocais não são os melhores do mundo, mas a voz dela me agrada bastante, com ou sem sintetizadores: detesto vozes gritando no meu ouvido - gosto de Christina Aguilera e Rihanna, mas paro por aí -, e a voz ela é firme e nada forte, seguindo o padrão das cantoras que eu normalmente costumo ouvir.

Ke$ha, ao meu ver, é tudo o que Lady GaGa queria ser e não conseguiu: irreverente, debochada e diferente, sem precisar ser uma aberração ambulante e usar tantos artifícios apelativos. É claro que ela nunca foi suja desde sempre, mas é visível que ela conseguiu se encontrar assim e incorporar essa personagem muito naturalmente, sem parecer forçada. Descobri que gostar da Ke$ha é pra poucos, e é por isso que demorei tanto pra me deixar levar por essa garota única e talentosa. Na verdade, eu já estava envolvida há muito tempo, só me faltava a coragem e um empurrãozinho da Britney pra eu admitir logo.

Então, a recomendação que faço pra vocês é: SE JOGUEM NO GLITTER, 'CAUSE THIS PLACE ABOUT TO BLO-O-O-O-OW!





terça-feira, 26 de abril de 2011

Música: Álbum Femme Fatale, por Britney Spears

É mais do que óbvio que a primeira postagem sobre música teria que envolver a Britney, né? Quem me conhece sabe que sou fã desde os nove anos de idade. Não sou histérica, não sou louca, sou apenas FÃ! Acho a Britney uma pessoa/artista brilhante, extremamente simples e muito, muito honesta. Tudo me encanta nela, seja sua história de vida, seu trabalho e até mesmo sua imagem,  feia pra muitos, mas pra mim sempre bonita e forte, de um jeito muito significativo. Enfim, a Britney representa muito pra mim, e fico muito satisfeita de ver que ainda sou uma fã incondicional depois de tanto tempo: é um tapa na cara de todo mundo que falou tantas vezes na minha cabeça que "ia passar". 

Eu tenho alguns álbums da Britney que são muito queridos pra mim. O "Britney", de 2001, e o "Circus", de 2008, têm um lugar muito especial no meu coração, e eu também reconheço que o "Blackout", de 2007, foi a verdadeira obra-prima da carreira da Britney. Porém, hoje resolvi falar um pouco do "Femme Fatale", lançado em março deste ano e que, além de ser o trabalho mais recente da princesa (pra mim, rainha) do pop, também já está cavando um espacinho entre meus álbuns favoritos.

O cd começa com os singles Till The World Ends e Hold It Against Me. Nessa era, Britney tem abordado com frequência um tema mais "apocalíptico", bem retratado no clipe de ambas as músicas e também na batida e letra de cada uma. Apesar de incríveis, não são as minhas favoritas do álbum e nem seriam minhas escolhas para single se eu tivesse algum controle sobre isso. 

Inside Out é a favorita de grande parte dos fãs, por ser uma baladinha dupstep com uma letra instigante e, ao meu ver, bastante verdadeira. Mas, para mim, o álbum começa de verdade na quarta faixa, I Wanna Go. Ao contrário de certas cantoras esquisitas que prometem hinos e lançam músicas comuns, Britney não precisou prometer nada. Simplesmente fez: essa música é naturalmente um hino, que fala sobre libertação, sobre não termos medo de mostrar quem realmente somos. E tudo isso com uma batida maravilhosa e contagiante! Torço bastante para que seja single. Em seguida temos a música How I Roll, cujo trecho deu nome à este blog e acreditem: é uma das minhas menos favoritas! É o tipo de música que se encaixaria em algum outro cd da Britney, como por exemplo o In The Zone, mas ela não deixa de ser engraçadinha, quebrando o clima sexy do álbum por um momento.

A sexta faixa do cd, (Drop Dead) Beautiful, é outra música incrível. Britney quase nunca faz parcerias, mas dessa vez convidou a quase desconhecida rapper Sabi para dar um toque a mais nessa música. É outra música que eu torço demais para ser single e outra das minhas favoritas do álbum. Em seguida, ouvimos a deliciosa Seal With a Kiss. Sem dúvida, uma das melhores do cd! Não sei se é impressão minha, mas acho que tem um ar super vintage... dentre todas as minhas músicas favoritas deste álbum, na versão standart, essa com certeza ocupa o primeiro lugar.

Esse cd teria tudo para ser perfeito se não tivesse em sua tracklist a chatíssima Big Fat Bass, música em que Britney trabalhou com (o também chatíssimo) will.i.am. A música, num contexto geral, seria relativamente interessante se não fosse tão repetitiva e se não contasse com os vocais bobos do will.i.am. Britney escolhe a dedo suas parcerias, mas nessa ela realmente não acertou. Uma pena. Em compensação, logo em seguida já esquecemos essa faixa chata, pois somos presenteados com as excelentes Trouble for Me e Trip to your Heart, sendo que esta última segue a linha de Heaven on Earth, presente no álbum Blackout, misturada à Unusual You, presente no álbum Circus e que foi o ponto de partida para o desenvolvimento do conceito do Femme Fatale.

Gasoline é a penúltima música da versão standart do álbum, e eu adoro: a batida é macia e a voz da Britney está linda. Um amigo meu disse que a Britney tem uma voz diferente em cada música e eu acho incrível esse potencial que ela tem de arriscar sem medo de ser criticada pelos efeitos usados em cada música. O álbum fecha com Criminal, uma música com um toque celta, onde Britney pede desculpas à mãe por ter se apaixonado por um criminoso. Épica!

Britney performando a música "Big Fat Bass", em apresentação recente.
Mas o Femme Fatale não termina por aí: os sortudos que já adquiriram a versão deluxe do álbum contam com quatro ótimas bonus tracks: Up & Down - com um toque à lá Spice Girls, He About To Lose Me, - a melhor faixa de todo o álbum, e uma das melhores da Britney, pra mim; voz limpa, melodia linda!,  Selfish - essa não sai da minha cabeça, muito boa!, e Don't Keep Me Waiting - cuja bateria é tocada por Travis Barker, integrante (ou ex-integrante?) do Blink 182. O japoneses, mais sortudos ainda, também ganharam a faixa Scary de presente: a única composição da Britney em todo esse trabalho.

Antes do lançamento do álbum eu estava apreensiva, sem saber o que esperar da Britney nesse álbum. Me arrependi bastante de ter me sentido assim, mas no fundo eu sabia que ela não me decepcionaria! Um dos melhores álbuns de sua carreira e, com certeza, um dos melhores álbums desse ano.