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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O Herói Perdido, por Rick Riordan

Mais uma série incrível do excelente autor Rick Riordan! Depois de finalizar Percy Jackson e os Olimpianos, abordando a mitologia grega, Rick iniciou a trilogia As Crônicas dos Kane, sobre os deuses do Antigo Egito, cujo primeiro livro eu já resenhei aqui. Agora, enquanto aguardamos o segundo livro da trilogia e a concretização de rumores sobre uma série envolvendo lendas nórdicas, podemos nos deliciar com O Herói Perdido, primeiro livro da série Os Heróis do Olimpo, que mistura a mitologia romana com a grega.

O herói perdido é Percy Jackson, personagem já conhecido e devidamente resgatado nessa nova história. Além dele, reencontramos também Annabeth, Thalia e Quíron, todos dentro do nosso querido e reconstruído Acampamento Meio-Sangue. Eu particularmente adorei esse resgate: todo mundo quer saber o que acontece com nossos personagens favoritos quando o livro acaba de vez, e Rick nos deu esse grande presente mostrando que a jornada de Percy não teve mesmo um fim.

Nesta saga, temos os amigos Piper, Leo e Jason, três amigos semideuses que são retirados de forma nada delicada de sua antiga escola, sendo levados ao Acampamento Meio-Sangue e reclamados por seus pais, os deuses Afrodite, Hefesto e Júpiter. Peraí... Júpiter?

Isso mesmo. É aí que a mitologia romana é inserida na narrativa. No começo, ficamos um pouco confuso com a mistura de referências, mas depois de nos familiarizarmos com esse novo território, fica mais fácil entender.

O enredo é o seguinte: Jason está sem memória: não lembra quem é e de onde vem. Mas sabe que tem uma missão importante a cumprir com a ajuda de seus amigos. Aliás, seriam eles seus amigos mesmo? Ele não tem certeza. Por mais que tente, não consegue se recuperar da amnésia.

Ele precisa correr contra o tempo e contar com Leo e Piper para salvar uma deusa aprisionada, domar um dragão atrevido feito de engrenagens e salvar o pai da garota, que esconde um grande segredo: será capaz de trair seus amigos? Ao mesmo tempo, Leo, meu personagem favorito, aprende a lidar com traumas de infância com um dom muito especial que não era visto há muito, muito tempo.

Pela primeira vez temos Rick escrevendo em terceira pessoa, fato que estranhei um bocado no início. Ainda prefiro suas narrativas em primeira pessoa, me sinto bem mais próxima dos personagens. Apesar disso, o senso de humor do autor continua impecável e discreto. A única coisa que não gostei foi que meu exemplar estava lotada de erros de edição! Nomes de personagens trocados em falas, palavras erradas... O que aconteceu, Editora Intrínseca? Tantos erros assim depois de passar por três revisores é um absurdo.

Enfim, apesar desses pesares, o livro é ótimo, como tudo o que Rick Riordan faz. É apaixonante e um prato cheio para os orfãos de Percy. A continuação, intitulada O Filho de Netuno, não demora a ser lançada. Mal posso esperar!


MUDANDO DE ASSUNTO...

Minha querida amiga Juhjuh, me passou os primeiros selinhos que o blog ganhou! Aqui estão eles: 


E tenho que responder as seguintes perguntas, no primeiro momento menininha por aqui:

1º- Top três melhores produtinhos: Hidrante Crazy, de morango, da Água de Cheiro, esmalte Angélica, da Risquè e blush cor 04, da Vult.

2º- Segredos de Beleza: Não passar vontade.

3º- Uma Personalidade:
Britney Spears ♥

4º- Uma musica: A primeira que me veio em mente: Dancing With Tears in my Eyes - Ke$ha.

5º- Uma Foto: Britney na Femme Fatale Tour, porque o dia no show do Brasil tá chegando e eu estarei lá!


Eu deveria escolher três blogs para receber os selos e fazer o mesmo, mas acho que o meu círculo de contatos não é tão grande e nem adequado pra isso, hahaha! Então fica aqui só o meu agradecimento por ter ganhado esses e a recomendação de que todos visitem e comentem no www.juhjuhfernandes.blogspot.com

E por hoje é só!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Livro: A Espiã, por Louise Fitzhugh

Harriet M. Welsh, a Espiã ou simplesmente uma menina de onze anos muito chata. Essa é a protagonista do livro escrito por Louise Fitzhugh, uma menina que espiona a vida de todo mundo que esteja suficientemente próximo dela e anota tudo em um caderninho secreto.

O livro é dividido em duas partes. Na primeira, conhecemos um pouco da rotina de Harriet: ir para a escola, ser chata, espionar diferentes vizinhos, gritar um pouco com alguém dentro de casa, brincar e anotar coisas em seu precioso caderninho. Ela é cuidada pela Bá, uma babá carismática e atenciosa, que tem uma paciência de Jó ao lidar com essa criança chata que Harriet é. Eu pelo menos não me lembro de ser tão insuportável aos onze anos de idade.

Um dia, por motivos que não vou relatar aqui para não atrapalhar a leitura de quem se interessar pelo livro, a Bá vai embora e Harriet se vê sozinha num mundo onde ninguém mais compreende sua necessidade de espionar e escrever para que se torne bem sucedida no futuro.

Em seu caderninho, Harriet anota exatamente o que pensa. Eu sei que crianças conseguem, muitas vezes, serem muito mais maldosas do que qualquer adulto, e Harriet é assim: alguns de seus comentários sobre as pessoas são grosseiros e rudes, quase que sem fundamento. Mas, se pensarmos bem, nós temos pensamentos iguais aos dela quando se trata de certas pessoas.

Na segunda parte, Harriet tem seu caderninho surrupiado pelos colegas de escola, que lêem sobre tudo o que a garota pensa a respeito deles - coisas extremamente críticas e ácidas. E é muito bem feito quando eles deixam Harriet excluída e de lado.

A menina, porém, sem ter a Bá para desabafar, entra num estado de leve depressão e rejeição. Seus pais não conseguem a entender e ela deixa de ir a escola por alguns dias, fingindo uma doença que não tem. Enquanto isso, seus colegas planejam uma vingança.

O livro seria muito bom se Harriet não fosse uma nojentinha pirralha mimada que grita o tempo todo. Porém, se ela não fosse assim, a lição final do livro não teria a mesma graça. Devemos aprender a perdoar os erros das pessoas e aceitá-las como são. Eu perdoei o erro da autora em criar uma personagem tão chatinha e, por isso, dou três estrelinhas a esse livro, cujas continuações não estão entre meus desejos de leitura, apesar disso.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Livro: Memento Mori, por Muriel Spark

Memento Mori é um livro que, a primeira vista, pode parecer mórbido. Nele, somos introduzidos a todas as aflições da terceira idade, sejam elas físicas ou mentais. Baseando-se nisso, temos motivos suficientes para imaginarmos quão triste e depressiva pode ser essa fase da vida humana. Contudo, a autora escosa Muriel Spark consegue, ao longo da narrativa, dar um ar leve e engraçado nessa típica novela dos anos 1950.

O título do livro é uma expressão em latim usada por monges, que significa "Lembra-te de que vais morrer". E esse é o mote da história. O grupo de anciãos formado por Dame Lettie Colston, seu irmão Godfrey Colston, a esposa dele, Charmian Piper e vários outros idosos de faixa etária entre 70 e 100 anos, todos com algum nível de ligação ou parentesco, amedronta-se com ligações misteriosas que recebem. Nelas, apenas a frase "Lembre-se de que vai morrer" é pronunciada. Cada personagem possui uma forma ironicamente cômica de descontar o medo causado por essa mensagem: implicando com alguém próximo, inventando maldades e desenvolvendo cansativas manias.

Nenhum velhinho é feliz. Estão todos doentes e cansados, tanto deles mesmos e de suas debilitações quanto daqueles com quem convivem. Uma das citações do livro que mais me chamou atenção foi "ter mais de setenta anos é como estar em guerra: todos os nossos amigos estão indo ou se foram, e nós sobrevivemos entre os mortos e os moribundos, no meio de um campo de batalha". Depois dessa leitura, assumo que  fiquei imaginando até qual idade eu chegarei e como morrerei, e quais dos meus amigos ainda estarão comigo nessa época da vida.

O livro é, em sua essência, uma reflexão sobre a velhice adornada por pitadas de suspense e humor e são essas duas características que tornam a leitura fácil e gostosa, embora eu tenha me decepcionado um pouco com o final. O mistério carregado por todo o livro deixa um grande ponto de interrogação que pode ser interpretado de várias maneiras e eu não sou muito fã de finais em aberto. Mas, no geral, é uma leitura interessante, especialmente se você for jovem. Afinal, vale a pena lembrar que a morte não escolhe a idade e que geralmente temos mais medo de envelhecer do que de morrer, só não percebemos isso por associarmos de forma tão próxima as duas coisas.

Obs.: Peço desculpas pela má qualidade da imagem com a capa do livro, mas é realmente difícil encontrá-la melhor que isso...

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Livro + Série: Guerra dos Tronos, por George R.R Martin

Estou com vontade de falar de Guerra dos Tronos por aqui há um bom tempo, mas tenho adiado o post por querer terminar a leitura primeiro. Contudo, tenho tido pouco tempo para me dedicar a ela, e ainda falta pouco menos da metade para que eu possa concluir o livro.

O que não me impede de escrever aqui sem ter terminado de ler, é a tamanha fidelidade do livro para com a série, perceptível desde a primeira página. É incrível! Durante a leitura pude entender porque os fãs de Guerra dos Tronos se intitulam tão sortudos. A história na tela pouco se difere do que está escrito: algumas diferenças de idade e omissão de detalhes pouco importantes que não interferem nos acontecimentos, e isso é tudo.

Apesar de ser uma ávida leitora de fantasia, não me interessei de imediato pela leitura de Guerra dos Tronos. No entanto, assim que um amigo sugeriu que eu assistisse a série, não pensei duas vezes e fui em frente. A primeira temporada da série é baseada no livro de mesmo nome, o primeiro d'As Crônicas de Gelo e Fogo, escritas por George R.R Martin.

Jon Snow, na série interpretado por Kit Harington.
A história se passa no continente Westeros, e trata de todas as manipulações políticas e guerras pelo trono que o governa. O livro não apresenta um único protagonista. Podemos acompanhar o desenrolar da história pela visão de diversos personagens de igual importância para o enredo. Robert Baratheon, o então rei, perde seu auxiliar primordial (que possui o título de Mão do Rei) assassinado, e pede que seu grande amigo, Ned Stark, assuma a posição, obrigando-o a deixar sua vida confortável em Winterfell, no Norte. Essa sequência de acontecimentos desencadeia ira e desorganização entre as grandes famílias do reino: além dos Baratheon e dos Stark, os Lannister, os Targaryen e diversas outras casas são envolvidas no processo. Meu personagem preferido em ambas as versões é Jon Snow, filho bastardo de Ned Stark - um retrato de coragem e superação.

Na série, temos personagens brilhantemente encarnados por atores competentes: a interpretação de Ned Stark feita por Sean Bean é magnífica, Lena Headey está ótima como a perversa rainha Cersei e a novata Emilia Clarke, intérprete de Daenerys Targaryen, é outro destaque.


Ambientada na era medieval, em meio a castelos e cavaleiros, Guerra dos Tronos também possui um leve toque místico emoldurado por mortos-vivos e dragões, compondo mais completamente sua aura fantástica. Apesar de muito comparada a O Senhor dos Anéis, de J.R.R Tolkien, eu particularmente vejo pouquíssimas semelhanças - nem o lado místico segue a mesma linha. No entanto, é também uma grande obra que com certeza já entrou para a lista de melhores épicos.

Série e/ou livro, independente do que escolherem, boa viagem à Westeros e espero que a experiência de vocês seja tão proveitosa quanto a minha! Espero voltar em breve para falar sobre Fúria de Reis e da segunda temporada da série.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Livro: Como desaparecer completamente e nunca ser encontrado, por Sara Nickerson

Esse livro caiu em minhas mãos quase que ao acaso. Foi minha opção em uma troca de livros na internet, e eu o escolhi sem saber absolutamente nada sobre ele, pois na descrição do site de trocas continha pouquíssimos detalhes. O livro chegou intacto, dando a impressão de nunca ter sido lido e nem ao menos folheado. E, sendo assim, posso dizer que tenho muita pena do antigo dono dele, que perdeu uma excelente leitura!
A personagem principal desta história é Margaret, uma menina de 12 anos que era bem diferente das outras por acreditar em coisas que ninguém mais daria créditos. Seu pai morreu e desde então sua mãe, Lizzie, vive em silêncio, mal prestando atenção nas tarefas domésticas. Margaret também tem uma irmã mais nova, Sophie, que consegue ser irritante e indispensável ao mesmo tempo durante toda a história.
 Um dia, Margaret e Sophie são levadas pela mãe até uma mansão abandonada, onde Lizzie coloca uma placa À VENDA PELO PROPRIETÁRIO no jardim. Absorvendo todo o clima obscuro e o mistério em torno daquela casa, Margaret, permeada no silêncio da mãe, se convence de que tudo isso tem a ver com a morte de seu pai. Ela começa uma investigação em parceria com o vizinho da mansão, Boyd, um companheiro que possui uma coleção de revistas em quadrinhos muito especial.  
Como desaparecer completamente e nunca ser encontrado foi escrito por Sara Nickerson inicialmente em forma de roteiro, e, por isso, é repleto de histórias em quadrinhos que ilustram a história e dão um toque a mais de suspense, permitindo que o leitor visualize exatamente o que está acontecendo durante a narrativa.
Com um final surpreendente, a história mistura realidade e ficção na medida certa, fazendo com que o possível e o impossível se entrelacem de maneira sutil. Este livro é, com certeza, uma bela lição de como o mundo e as pessoas podem ter sempre dois lados: um bem bonito e o outro nem tanto.
Gostei tanto deste livro que, ao terminar de ler, corri para o computador e enviei um email para a autora Sara Nickerson, tanto para elogiá-la quanto para pedir algumas dicas quanto à escrita, e ela me respondeu docemente, com conselhos e palavras que eu levarei comigo pra sempre. Ela é muito educada e acessível, porém se manteve em silêncio quando perguntei a respeito de um próximo livro. Espero que isso não seja um mau sinal! Continuei em contato com ela pedindo dicas e orientações, e sempre recebo respostas que me deixam com mais vontade de melhorar minha escrita. Com certeza, se um dia eu escrever um livro, parte da dedicatória vai para ela!
Se você quer saber como desaparecer completamente e nunca ser encontrado, leia esse livro e suas ótimas dicas, mas sem se esquecer de que elas podem não funcionar tão bem assim...!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Livro + Filme: Shopgirl

Shopgirl é um livro escrito pelo ator Steve Martin em 2000, e que no Brasil recebeu o título A Balconista. A personagem principal deste livro é Mirabelle Buttersfield, uma jovem de 27 anos bastante solitária e depressiva, que se mudou de Vermont para Beverly Hills para tentar mudar um pouco seu ritmo de vida. Porém, ela acaba parando atrás do balcão de uma loja de departamento vendendo luvas que praticamente ninguém quer comprar. Nesse meio tempo ela acaba se relacionando com dois homens: Ray Porter, rico, mais velho e bem-sucedido, e Jeremy, um jovem atrapalhado sem nenhum futuro aparente.

Enquanto Ray Porter acolhe a carente Mirabelle, ela se afasta aos poucos de Jeremy, com quem não deseja nenhuma relação mais aprofundada. No entanto, Ray também demonstra a vontade de ter uma relação consideravelmente flexível, contrariando as expectativas da moça, cujos conflitos internos aumentam a cada dia. Mirabelle passa a precisar mais do que nunca de um pontapé em sua rotina medíocre, e aos poucos percebe que isso depende unicamente dela.
Para um ator conhecido principalmente por fazer filmes de comédia, Steve Martin me surpreendeu consideravelmente com este livro, que é de uma sensibilidade tremenda e se tornou um dos meus favoritos com uma única leitura. Me identifiquei totalmente com a Mirabelle: não, não sou solitária, nem depressiva e nem triste. Mas não são só essas características que definem a personagem. Ela também tem uma força de vontade enorme escondida dentro dela, e é admirável a maneira com a qual ela liberta esse sentimento. Mirabelle representa muito bem o fato de que as melhores escolhas são as que mais temos medo de fazer. Sua  história é despretenciosa, mas ainda assim envolvente. A mensagem é tirada após a leitura, em nenhum momento o autor nos induz a concluirmos alguma coisa, e esse foi um detalhe que achei bem importante. Espero que Steve Martin escreva muitas outras histórias belíssimas como essa, de verdade.
Para minha imensa felicidade, minha atriz favorita, Claire Danes, interpretou Mirabelle Buttersfield no cinema, em 2005. O filme recebeu o título Garota da Vitrine em português, e conta com a interpretação maravilhosa e hilária de Jason Schwartzman como Jeremy e, claro, Steve Martin não poderia deixar de aparecer - ele interpreta Ray Porter. Como toda adaptação, é claro que o filme possui algumas pequenas diferenças em relação ao que é contado no livro, mas isso não atrapalha em absolutamente nada. A delicadeza é traduzida em sua plenitude para a tela. Sou suspeita para falar da Claire Danes, pois, pra mim, ela nunca se saiu mal em um papel, e conseguiu dar a personalidade em tom exato para Mirabelle. Encerro o post com o trailer do filme, e reforço minha recomendação: Shopgirl é, independente de sua forma, uma obra-prima.



sexta-feira, 22 de abril de 2011

Livro: A Pirâmide Vermelha (As Crônicas dos Kane #1), por Rick Riordan

Minha história com esse livro foi quase uma novela: pedi de Natal à mamãe, e, quando ela foi comprar, já tinha acabado. Ok, esperei mais um bom tempo e encontrei novamente nas Americanas por R$ 15,99! No dia seguinte, fui lá, toda feliz, e eis que tenho a desagradável surpresa: os preços haviam sido colocados errados no dia anterior, e o preço de verdade era (bem) mais alto. Mamãe se compadeceu e me deu de presente. Eu sou um pouco terrível quando quero alguma coisa, de modo que ter esse livro em mãos foi realmente uma grande conquista, ainda mais depois de tanto tempo desejando-o... Enfim, vamos ao que interessa!

Após a conclusão da série "Percy Jackson & Os Olimpianos", o autor Rick Riordan agora aborda a mitologia egípcia na trilogia "As Crônicas dos Kane", cujo primeiro livro, "A Pirâmide Vermelha", já foi lançado no Brasil no final do ano passado.

Os irmãos Sadie e Carter Kane, de 12 e 14 anos respectivamente, são os personagens principais da história que descobrem ser descedentes de magos egípcios. O pai deles, um renomado egiptólogo chamado Julius Kane, desaparece misteriosamente ao realizar um ritual de magia egípcia no Britsh Museum. A partir de então, os dois irmãos engajam uma missão em busca do pai, e, para isso, precisam enfrentar a verdade sobre a morte da mãe e lutar contra o malvado deus Set.

O livro é narrado em forma de gravação de voz, com Carter e Sadie se revezando para contar a história. Eu particularmente gosto mais das partes narradas pelo Carter, que é mais maduro e preciso nas descrições. Não sei por quê, mas não gosto muito da história pela perspectiva da Sadie. Talvez seja porque me identifico bastante com o Carter, por vários motivos...

O livro também é repleto de ação e uma magia mais profunda do que a que estamos acostumados a ler por aí. Destaque para a parte em que os irmãos Kane são enviados à casa de Elvis Presley para um desafio mágico. Simplesmente sensacional!

Na minha opinião, a saga dos irmãos Kane perde só um pouquinho para Percy Jackson, já que é mais densa e cheia de detalhes, exigindo mais atenção e até mesmo um certo conhecimento prévio de mitologia egípcia, que é repleta de versões diferenciadas, às vezes causando confusão. Sem contar que, levando para o lado pessoal, Percy é um dos meus personagens favoritos em todo o mundo... a personalidade dele é incrível, e os irmãos Kane ainda não me cativaram da mesma maneira. Mas, mesmo assim, acredito que Rick Riordan conseguiu deixar a grande maioria de seus fãs satisfeitos com esta nova série, estando eu inclusa neste montante.

O próximo livro da trilogia, The Throne of Fire, ainda sem tradução definida para o português, será lançada no dia 3 de maio nos Estados Unidos, e tem previsão de chegar ao Brasil no segundo semestre. Você pode conferir a capa do livro clicando aqui e booktrailer clicando aqui. Mal posso esperar!