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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Música: Cinderella's Eyes, por Nicola Roberts

Nunca fui grande fã das Girls Aloud, então, quando a banda se separou, nem senti muito. Não me interessei pela integrante que se lançou primeiro no mercado, Cheryl Cole. Ouvi as músicas, me limitei a gostar de duas delas e o resto achei bem sem tempero. Por este motivo, quando as outras meninas lançaram trabalhos solo, nem me preocupei em ouvir.
Porém, navegando por alguns blogs de música e cultura pop, li excelentes críticas ao álbum Cinderella's Eyes, da Girl Aloud Nicola Roberts. Quando no grupo, ela era  a que mais me chamava a atenção: perto da outras, mulherões que exalavam sensualidade, Nicola sempre foi mirrada e discreta. A mídia "bateu" nela por algum tempo, dizendo que ela destoava do grupo e sempre questionando seu talento. Agora, com o grupo desfeito, afirmo a vocês: foi a melhor coisa que poderia ter acontecido na carreira de Nicola Roberts.
O álbum Cinderella's Eyes veio para responder às críticas da mídia: Nicola pode dançar, cantar, compôr e tudo muito bem. Eu dei uma chance à ela e não me arrependo!


A contagiante Beat of My Drum, primeiro single de Nicola, abre o Cinderella's Eyes. Na primeira ouvida, achei a música chata e enjoativa. Mas essa impressão foi embora rapidinho ao ver o clipe, que é delicioso! Depois disso, bastam mais algumas ouvidas e você já estará dançando loucamente to beat of her drum!


A segunda música e segundo single de Nicola é a faixa fofinha Lucky Day. A princípio, é só isso o que você acha que ela é: fofinha. Mas a música gruda na cabeça. Você começa a se sentir com um pouquinho de sorte psicológica a mais e a ir para o trabalho cantarolando: "Could it be my lucky day?" O clipe é lindo, e tem Nicola divando pelas ruas de NY.


E sabem o que eu gosto mais nisso tudo? O climinha vintage que tanto o álbum quanto os vídeos de Nicola têm, aquele toquezinho alternativo e ainda assim bastante atual. Por isso, o clipe de Yo-Yo não pode ser diferente. Essa é minha faixa preferida do Cinderella's Eyes, por enquanto. A letra é uma das melhores, assim como o vocal da cantora que envolve e conquista quem está ouvindo a música. Mal comecei a ouvir já favoritei no meu Last.Fm... com ela, tive a certeza de que queria conhecer o trabalho da Nicola mais a fundo.


Em seguida temos a faixa que dá nome ao álbum, Cinderella's Eyes. Com uma letra que retrata a independência nessa nova fase de Nicola, a gata borralheira se transforma realmente em uma princesa cheia de atitude e questionamentos, mais decidida a cada minuto do álbum. Porcelain Heart dá uma quebrada na agitação do álbum. Ainda é agitada, mas tem uma delicadeza que se sobressai, especialmente na letra.  Pelo que li, essa é a favorita dos fãs e grande cotada para ser lançada como single. Acredito que a sétima música do álbum, "i" seja a mais autobiográfica de todas. Eu mesma me identifiquei muito com a letra. "I'm scared of dying and not trying, scared of getting old. I'm scared of telling lies 'cause karma comes and eats me whole." Outro ponto a favor dessa música é o lindo live que Nicola faz dela. Muito, muito encantador e intimista! E eu me pergunto: como ousaram duvidar da capacidade dela?


O álbum segue tranquilo com a única música não composta por Nicola, um cover de alguém-que-não-sei-quem-e-fiquei-com-preguiça-de-pesquisar, Everybody's Got To Learn Something. Você dá uma cochiladinha, e logo vem Say it Out Loud, pra te acordar, seguida pela ótima e sangrenta Gladiator, que, na minha opinião, também daria um ótimo single e um vídeo melhor ainda - quando eu escuto me vêm mil ideias. Em Fish Out of Water você dá outra dormidinha. De longe, essa é a faixa que eu menos gosto em todo o álbum... na verdade, acho bem chatinha. Mas nem me demoro no lamento, pois Take a Bite já vem sacudindo tudo de novo. E, pra fechar com chave de ouro, temos Sticks + Stones. Essa é um beijo que Nicola manda pra todo mundo que jogou paus e pedras nela. Ela ficou machucada mas avisa: foi só um pouquinho. Ela tá inteira, mais forte e melhor que nunca!
E você? Tá esperando o que pra ver o mundo através dos olhos de uma Cinderella extremamente competente e talentosa? Este é, com certeza, um dos melhores lançamentos pop de 2011.

domingo, 20 de novembro de 2011

My Britney Spears Experience

Impossível não vir aqui relatar essa experiência detalhadamente, né?

Tudo começou com o sinal verde que minha mãe deu para que eu comprasse o ingresso, perto do meu aniversário. Nem acreditei. Cogitava muito remotamente a possibilidadade de ver um show da Britney no Brasil. O trajeto era longe, caro e cansativo. Mas não é que tudo deu certo?
Eu e o Bruno chegamos na Arena Anhembi, local do show, por volta de 17 horas. Retiramos os ingressos e entramos sem enfrentar fila. A arena estava tomada só até a metade. Demos uma passadinha na loja oficial: tudo muito caro, infelizmente doeu no bolso e não compramos nenhum material. Ficamos num lugar relativamente bom, atrás da caixa de som, onde tinhamos uma visão do palco e de um dos telões também. Não aguentamos e ficamos esperando comportadamente sentadinhos, comendo Ruffles e lendo os tweets que o pessoal mandavam pra T4F no telão!


A espera foi interminável! Nossa... os minutos não mudavam no relógio, era a mesma hora sempre... foi muitíssimo complicado ficar lá, sem fazer nada, só esperando o show começar. Enfim, a banda de abertura começou a tocar. Era a tal Copacabana Club, uma coisa meio eletrônica e totalmente sem graça. O público no geral tava achando um tédio, pelo menos quem tava perto da gente - interagimos com alguns fãs que também estavam por lá irritados com as músicas chatas que a banda estava tocando. Uma animada geral aconteceu quando começaram a tocar um remix de We Found Love, da Rihanna. Mas foi só, também. Nisso, foi escurecendo e fazendo um frio do caramba. Uma leve ameaça de chuva pairava sobre nossas cabeças... pairou, aliás, durante todo o show, mas não caiu e não nos atrapalhou, ainda bem!

Quando a Copacabana Club saiu do palco, colocaram uma contagem regressiva no telão, de meia hora. A medida que os minutos se passavam, o letreiro escrito Femme Fatale piscava, brilhava e mudava de cor. E a cada mudança dessa, o público gritava e vibrava.


Britney entrou no palco às 22 horas em ponto. Foi muita gritaria! Infelizmente, a partir daí, fiquei com medo de tirar meu celular do bolso pra tentar filmar e fazer vídeos, porque, além de todo mundo estar pulando muito, as imagens e sons não ficariam bons. O show começou com Hold it Against Me, seguida de 3 e de Up & Down. Esse bloco de abertura era o que eu mais esperava ver, as músicas eram as minhas favoritas na setlist. Cantei altíssimo e pulei o tempo todo - foi lindo! Ela estava linda, radiante, sorridente, FELIZ! E foi muito gratificante vê-la assim. Vejam esse vídeo que achei no YouTube, da primeira música, feito por algum fã que também estava lá:


Só posso dizer que foi lindo ouvir o coro dos fãs cantando cada música em uma só voz! A grande maioria do público sabia todas as músicas na ponta da língua, fossem novas ou antigas. Acho que a parte que o pessoal mais vibrou foi quando começou I Wanna Go! Todo mundo pulando e cantando alto... Sinceramente? Acho que a Britney ficou impressionada com o carinho do público. Pelo telão, eu via a carinha dela, os olhinhos brilhando, toda encantada: "I love you, São Paulo!", ela disse, e a arena veio abaixo. Ela interagiu com o público, acho até que bem mais do que o que estamos acostumados. Outra parte querida por todos foi, claro, ... Baby One More Time, seguida por S&M e por I'm a Slave 4 U, essa última com a coreografia original do clipe.

Quem fala que a Britney não dança mais ou é hater ou é cego. Ela estava com fogo na roupa, executando todos os passos com perfeição e leveza, sem parar nem uma vez, o corpo lindo, o cabelo lindo! Aquela era a Britney que todos nós conhecemos, esperamos e pagamos pra ver. Ela não surpreendeu, porque eu já sabia que ela estaria na melhor forma possível, em todos os sentidos. Uma das minhas performances favoritas é a de Boys, aqui também em um vídeo feito por algum fã:

 

Bem... acho que através desse relato ficou bem claro que foram as duas melhores horas da minha vida! Eu decididamente realizei um sonho, vi a Britney ali, de longe, pequenininha, linda... respirei o mesmo ar que ela, estive no mesmo lugar que ela... estive ali, com ela! Durante o show esqueci de tudo e de todos, não tinha olhos e nem cabeça pra mais nada, aproveitei intensamente... Não posso negar que segurei o choro durante o show inteiro, mas na hora da despedida com Till The World Ends eu não consegui segurar as lágrimas. Ela estava indo embora e eu daria tudo para ficar ali mais alguns minutos... Obrigada, Britney! Você não sabe que eu existo, mas eu mando todas as minhas melhores vibrações pra você todos os dias, pra que você possa continuar realizando sonhos e dando forças a cada um de seus fãs. Você não sabe que eu existo, mas eu posso afimar com toda certeza de que você é pra mim um grande exemplo a ser seguido! Obrigada por falar por mim em suas músicas, por ter estado presente com cada canção em um momento da minha vida, por me ensinar que dificuldades podem ser superadas e, principalmente, que sonhos podem ser realizados. Não demore a voltar: eu preciso te ver de novo!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Música: 5 músicas de Britney Spears que você precisa ouvir

Oi pessoal! 
Primeiramente, me desculpem o abandono do blog... Está difícil de atualizar com tanta coisa pra fazer! Faculdades, trabalho, provas e a vida que sobra, né? Hahaha!


Bom, não me lembro se já comentei por aqui, mas no próximo dia 18 de novembro realizarei um grande sonho: assistirei ao show da Britney Spears, em São Paulo! Como uma fã antiga (sofrendo since 1999), vocês podem imaginar a emoção que estou sentindo. Da primeira e única vez em que ela veio ao Brasil, foi em um Rock in Rio e eu tinha apenas 11 anos de idade, ou seja, as possibilidades de vê-la eram nulas. Porém, agora a espera acabou: na próxima semana embarcarei para assistir ao grande espetáculo que é a Femme Fatale Tour

Dito isso, adivinhem se não estou ouvindo a setlist do show compulsivamente? É claro que sim e sem parar! Porém, outro dia, dei por mim pensando: Britney tem músicas muito, mas muito boas, e que pouca gente conhece! Costumo chamá-las de "músicas para fãs", porque além de serem, de certa forma, meio undergrounds, se você não for fã, dificilmente vai conhecer. Resolvi então fazer aqui uma listinha com cinco músicas da Britney que são desconhecidas e que acho dignas de divulgação! Vamos lá:

1. He About To Lose Me 
Essa música é uma bonus track da versão deluxe do último álbum de Britney, o Femme Fatale. Ela foi tocada em alguns shows no início da turnê, mas infelizmente foi retirada da setlist por problemas na estrutura onde era apresentada. Infelizmente, não a escutarei no show do Brasil. Essa também é minha música favorita da Britney em todo o mundo: ouvimos voz pura de Britney, fato este enfatizado pelo produtor da música, que resolveu atender ao pedido dos fãs e lançar algo bem cru. A letra, o instrumental... tudo forma um conjunto perfeito. 


2. Phonography
Outra faixa bônus, desta vez do álbum Circus. Fica quase empatada com He About To Lose Me na minha lista de favoritas! Tenho uma quedinha por bonus tracks, hahaha! A letra, o ritmo e o conceito da música (phone sex!) são bem sensuais, bem como o vocal de Britney. Dá pra viajar ouvindo! Imagino muito fácil um vídeo dessa música, mas não sei se conquistaria as paradas. Em todo caso... escutem!


3. Dangerous
Essa faixa é um grande mistério. Ninguém sabe quando foi gravada ou para qual álbum seria destinada - foi vazada por um fã misterioso há pouco tempo. Eu chuto que seria para o Circus, pois tem uma sonoridade muito similar à uma bônus desse cd, Rock Me In. Também visualizo facilmente essa música na trilha sonora de algum filme engraçadinho, sexy e deliciosamente violento, como Sin City ou qualquer coisa vinda do Tarantino. O que vocês acham?

 

4. Let Me Be
Essa é a nona faixa do álbum Britney. Sou muito fã da letra dessa música! É um dos muitos exemplos em que respiro fundo, abro um sorriso e digo em alto e bom som: Britney fala por mim! É muito gostoso se identificar com o que seu artista favorito canta pra você. Infelizmente essa música não fez parte da turnê do álbum, a Dream Within A Dream, e acredito que nunca veremos um live dessa música :( Na minha opinião, esse também é um dos melhores vocais da Britney.

 
 
5.  Toy Soldier
Presente no álbum Blackout, para mim essa é uma das faixas mais exóticas que a Britney já gravou. Todos os elementos da música são estranhos, mas combinam extremamente bem! Gostaria de ver uma performance ou clipe dela algum dia... Mas acredito que seja muito agressiva para que a Britney apresente ela, pelo menos por agora... não combina com o momento pelo qual ela está passando e nem pela imagem que vem expondo nos shows. Provavelmente será mais uma boa faixa totalmente deixada de lado.


São essas as minhas indicações de hoje, com a recomendação de que nunca deixem os clássicos de lado! Continuem se lembrando de Britney pelo o que vocês já estão acostumados: ... Baby One More Time, Oops!... I Did It Again, I'm a Slave 4 U, Gimme More e outros tantos singles de sucesso, afinal, foram essas músicas que construíram a carreira dela! Porém, não se esqueçam de que o talento dessa mulher vai muito além do que vocês vêem por aí, tudo devidamente representado por essas cinco músicas. E, caso alguém se sinta interessado em ir um pouco além e conhecer mais, falem comigo.

Espero que gostem! Me desejem bom show, porque agora eu só voltarei aqui para fazer o relato dele! Beijos.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Desabafo: O talento está nos olhos de quem vê


Gente, o que foi o show da Ke$ha no Rock in Rio? Ela manda muito bem. Quem me conhece sabe o que eu achava dela e como foi minha redenção (você pode ler mais sobre isso neste post). Eu já sabia que não teria chance de ir em nenhum dos dois shows no Brasil, por diversos motivos, e já estava pesarosa. Mas depois de assistir a apresentação do RIR, fiquei mais ainda. Dá vontade de chorar por ter perdido uma festa dessas.

Todo mundo sabe que a Ke$ha é a cantora mais gongada da música pop atual. Ela tem haters na mesma proporção da quantidade de fãs. As reclamações não variam muito: é suja, é auto tunada, é de mau gosto. Mas eu entendo. Num mundo onde as bizarrices nojentas de Lady Gaga são consideradas o ápice da arte, uma artista verdadeiramente irreverente é rebaixada ao patamar do ridículo, sendo totalmente incompreendida. Um fato risível: vestir de carne, de múmia, de bolhas é arte, então PODE. Chegar num evento dentro de um ovo como se fosse normal também é arte e também PODE. Falar que é hermafrodita então, PODE mais ainda. Mas ter um dançarino fantasiado de pinto no palco, NÃO PODE. Que tipo de critério é esse?

Afinal, porque a Ke$ha é desconsiderada assim? Acho muita hipocrisia quem fala que é música o que importa. Me desculpem. Para um artista que não sabe o que faz em cima do palco, voz potente é bobagem. Todo mundo adora ver um espetáculo elaborado de vez em quando.

E isso, Ke$ha nos dá de sobra. Chuva de glitter, bagunça, gritos. Ela se entrega ao que foi fazer e cumpre muito bem seu papel. Ela não sobe no palco pra mostrar que tem voz ou que toca algum instrumento. Ela sobe no palco pra fazer todo mundo dançar e se divertir. Uma verdadeira festa, embalada por músicas contagiantes e totalmente apropriadas à proposta dela.

Quanto a voz, todo mundo sabe muito bem que ela tem uma potência leve. O que pouca gente sabe é que nosso querido Dr. Luke decidiu investir em Ke$ha justamente por isso: ele queria uma cantora que misturasse bem versos falados e cantados. Sendo assim, ao vivo ou em estúdio, Ke$ha continua fazendo o que propõe. (obs.: ah, e quando foi mesmo que Dr. Luke errou?)

As críticas mais feias que vi sobre essa apresentação do RIR foram as que diziam que Ke$ha era uma pseudo-rebelde. Por favor, né? Não é possível que é tão complicado entender ironia e deboche nas entrelinhas de tudo o que ela faz. Não devemos levar sua atuação tão a sério assim. Ela incorporou uma imagem, simplesmente, como praticamente todas as cantoras fazem. Ela quer e gosta de ser trash.

Sinceramente? Aos meus olhos, minha querida Ke$ha é o lixo mais bonito e bem produzido de todos os tempos, que a cada dia ganha mais o meu respeito por se arriscar num cenário onde é tão importante ter um diferencial pra ganhar terreno. Dêem uma chance. Ela dá a cara a tapa com uma coragem admirável, superando críticas e pisando cada vez mais em solo firme. Ela não se preocupa em fazer música respeitável, ela quer se divertir e fazer os outros se divertirem também. Valorizem a honestidadade, a simplicidade, a acessibilidade. Ela é o que é.

Uma artista completa. Só depende dos olhos de quem vê.


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Música: Gemini, por Jack and White

"A lost boy from Neverland meets an All-American girl next door". É assim que Brooke White e Jack Matranga definem essa adorável parceria.


Jack Matranga começou a carreira em 2004, com uma banda própria, mas já participou de diversos outros projetos. Ele é guitarrista e já viajou o mundo tocando, até decidir se entregar a um projeto musical fixo. Brooke White foi finalista de um American Idol (não me perguntem qual - eu realmente não acompanho esses programas de talentos), ficando em quinto lugar. Acabou lançando um álbum solo, intitulado High Hopes & Heartbreak, que, segundo ela, homenageia todas as suas maiores influências musicais. Mas, na minha opinião, é essa fusão que faz com que essa dupla se encontre como artistas e o EP Gemini é a prova disso.

O EP é um trabalho fantástico, que mistura levemente o country, o folk e o indie em doses iguais que, somadas à letras muito bem escritas, resultam em 20 minutos de música mágica, daquelas que permitem que você imagine um pequeno roteiro pra cada uma, ou cenas de filmes e livros em que elas se encaixem, ou fique se imaginando dirigindo no meio do nada ao entardecer.

A faixa-título Gemini abre o EP desprentensiosamente. Quando comecei a ouvir, não dei nada pelo restante até chegar ao delicioso refrão e às guitarras de Jack ao fundo. Segui em frente com gosto e então ouvi o single fofinho e pegajoso Double Trouble: "We're in trouble so we move, on the double we move, on the double we move". Contagiante e uma das minhas favoritas! A voz de Brooke consegue ser forte e delicada ao mesmo tempo, o que muito me agrada. E, nessa música em especial, o coro de Jack dá um charme a mais. Inside Out é a próxima faixa, mais densa que as outras e, de todas, é a melhor composição. Torço pra que seja o próximo single. A baladinha Telephone Games tem outra letra muito legal e o toque mais puxado pro country de todas, mas não de uma forma enjoativa, como as músicas country americanas tem o horrível costume de ser. Smoke and Mirrors já traz de volta a sonoridade que ouvimos inicialmente na faixa Gemini, com um potencial comercial incrível. Acredito fortemente que faria sucesso nas rádios. Por fim, Feathers, pra mim a faixa mais sem graça - e ainda assim com graça - encerra o EP. 

Enfim, o saldo desse EP é muito positivo. Li sobre a dupla por aí e fiquei curiosa demais ao ouvir Double Trouble no You Tube. A demora que levei para achar algum link válido de download valeu muito a pena. Mal posso esperar para um álbum, pois fiquei com muita sede em ter um período mais longo ao lado de Jack & White. Deixo a vocês a amostra que me conquistou, na esperança de que gostem tanto quanto eu!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Música: Willa Was Here, por Willa Ford

Sim, você provavelmente nunca ouviu falar dela. Mas, dentre as pessoas que a conhecem, ela é chamada de "The Original Ke$ha", por ter proposto, há 10 anos atrás, a introdução do pop a um lado trash, extremamente sexual e ao mesmo tempo glamouroso. Na época, não funcionou bem, e hoje também não sei se funcionaria: as músicas tem agora uma essência noventista inconfundível. No entanto, a cantora Willa Ford é e sempre foi uma das minhas favoritas no mundo pop, mesmo hoje depois de tanto tempo fora do mercado musical e investindo em outras áreas.

Amanda Lee Williford começou sua carreira em 1998, ao gravar para a trilha sonora do filme Pokémon a canção Lullaby sob o nome artístico Mandah. A música chamou a atenção de produtores e logo ela foi contratada por uma gravadora, que decidiu por bem mudar seu nome para Willa Ford e evitar confusões com a já bem sucedida cantora Mandy Moore.

O álbum "Willa Was Here" foi lançado em 17 de julho de 2001, pela Lava Records/Atlantic Records, e estreou em 56º na Billboard, uma posição bem fraca comparada à qualidade do trabalho. Em algum ponto de sua carreira - não sei exatamente qual, porque essa pra mim é uma parte desinteressantíssima - Willa namorou o Backstreet Boy Nick Carter, e vocês podem imaginar o quanto ela foi agourada pelo bando de fãs descontroladas da boyband. Mas isso é só um fato a parte. Willa nunca precisaria se apoiar em alguém tendo tamanho talento. Ela, que inclusive canta ópera, tem uma voz delicada e macia, mas que consegue se impôr nos arranjos de cada música.

Para mim, a falta de reconhecimento do álbum se deu pela forma como Willa se apresentou ao mundo. Era agressiva demais em meio à tantas cantoras pop que eram sexualmente inocentes. Ao contrário das já coroadas princesas do pop - Britney, Christina Aguilera, Jessica Simpson e Mandy Moore - Willa era realmente uma bad girl e destoava do bando. Seu primeiro single, I Wanna Be Bad, não a deixava negar o fato. O vídeo, inclusive, foi parcialmente censurado pela MTV.


O segundo e último single do álbum foi a excelente música Did Ya Understand That?, que não foi bem aproveitada por seu clipe ter um conteúdo considerado um tanto quanto adulto. No enredo, Willa descobre que seu namorado (na época, o ator do clipe era seu namorado na vida real) a está traindo, e acaba na cama com a amante dele como forma de vingança. Na versão do clipe, a música ganha um trecho remixado com um toque roqueiro. A imagem escurece, Willa grita e quebra uma guitarra com o símbolo da Playboy. 


 O álbum poderia ter tido outros singles lançados, como a excelente Ooh Ooh, divulgada por Willa algumas vezes, a minha preferida, Don't You Wish, Somebody Take the Pain Away, com sua letra forte e bem escrita e até mesmo a baladinha Tender


Com o flop, Willa se aquietou rapidamente e começou a trabalhar em novas músicas. O álbum produzido na época foi intitulado Porn Poetry e nunca foi lançado. Ele tinha um conteúdo muito mais explícito, que conhecemos através do single A Toast To Men, com a participação da rapper Lady May, na época lançado de forma avulsa. Hoje conhecemos algumas músicas vazadas ao longo do tempo, como a elogiada SexySexObsessive e Goddamn Erotic.

Depois de ter o segundo álbum engavetado, Willa começou a investir em outras vertentes: atuou em filmes de pouco reconhecimento, fez campanhas como modelo e posou para a Playboy americana. No meio disso tudo, casou-se com o jogador Mike Modano.

Recemente, mandei uma mensagem no Twitter para ela e recebi uma reply que me deixou muito contente. Willa está de volta aos estúdios de gravação, finalmente!


 Agora é esperar pra ver, ou melhor, ouvir. Mas não tenho dúvidas do talento da Willa, e espero que agora, depois de tantos anos, o mundo esteja preparado para ela! Uma voz como a dela merece ser muito tocada por aí, e ela, com toda certeza, merece ser reconhecida como ícone pop.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Música: Endlessly, por Duffy

Acho que, por tudo que li e ouvi por aí, sou a única fã da cantora galesa Duffy que prefere seu segundo álbum, Endlessly, ao primeiro, Rockferry. É claro que o Rockferry tem uma elegância incontestável, com músicas maravilhosas como a excelente Stepping Stone, o hit Mercy e, na versão deluxe, a minha favorita, Rain On Your Parade e Breaking My Own Heart. Eu adoro a voz e o timbre da Duffy, como já disse em outro post por aqui, destesto vocais fortes e pesados e a voz dela consegue amaciar meus ouvidos perfeitamente. Contudo, reconheço que muita gente acha a voz dela chata, estridente e cansativa, e é por isso que eu acho o álbum Endlessly muito mais interessante de modo geral, do que o Rockferry.
Quando escutamos o Rockferry, fica evidente o clima vintage em letras e melodias, além dele ser mais obscuro e tristonho. Isso não está ausente no Endlessly, porém, entrelaçada à essas características, temos um toque mais leve e pop, que eu particularmente acho que combinou muito bem com a Duffy!

É uma pena a aceitação ruim que o Endlessly teve e o desânimo em divulgá-lo por parte da Duffy. O álbum é cheio de músicas brilhantes, começando pela faixa inicial, My Boy, que talvez teria sido uma escolha melhor como primeiro single, com seu refrão fácil de decorar. Em seguida temos a balada Too Hurt to Dance, que é uma das minhas favoritas por causa da letra: "Please, Mr. DJ, would you turn the music down? Why can't you understand? I'm too hurt to dance tonight...". A terceira faixa, Keeping My Baby, é a mais bem humorada do álbum, e é como se fosse uma releitura de Papa Don't Preach, só que com mais classe e menos irreverência.

Well, Well, Well
é a quarta faixa do álbum e a única música trabalhada por Duffy (até agora, mas acredito que ela vai parar por aí mesmo) e que eu considero como tendo a mesma vibe de seu maior hit, Mercy, mas que não obteve o mesmo êxito, infelizmente. Don't Forsake Me, outra balada, é uma das músicas favoritas e mais bem aceitas do Endlessly, tanto pelos fãs quanto pela crítica. É inegavelmente bonita e eu já me peguei cantando o refrão inúmeras vezes em momentos em que eu estava um pouco pra baixo. A faixa título do álbum, Endlessly, é a menos marcante pra mim. Quando penso no álbum, é a última da qual me lembro e tenho vontade de ouvir.

Breath Away
é outra música que eu apostaria fortemente como single: a letra é ótima e a música é comercialmente gostosa de se ouvir, dando abertura para o início do segmento mais pop do álbum: Lovestruck  e Girl (que foram comparadas à músicas de Britney Spears), duas faixas mais dançantes e despretenciosas. 


A faixa de encerramento, Hard For The Heart, é forte candidata a ser uma das minhas preferidas não só do álbum, mas também da Duffy (só não superou ainda meu amor por Rain On Your Parade). A letra e a melodia são emocionantes, e a voz da Duffy está perfeita.

Fico triste por ver o Endlessly ser tratado com tanto desleixo, mesmo que eu seja uma das únicas pessoas que o considere muito melhor que o Rockferry. Duffy foi realmente corajosa em se arriscar dessa forma e não deveria ter desistido tão rápido de um trabalho tão bem feito. Resta a nós apreciá-lo mesmo sem apresentações ao vivo, divulgação e vídeo-clipes, mas garanto que sua essência mesmo assim não é perdida. Ah, e palmas para o shoot lindíssimo do álbum - gostaria de ter uma cópia física, porque é bem bonito mesmo!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Música: Ke$ha

 
A cantora Ke$ha, de 24 anos, ganhou espaço no mercado da música quando fez um dueto com o rapper Flo Rida e despontou pouco depois com o hit TiK ToK, uma das músicas mais tocadas no ano passado. Antes disso ela já havia escrito canções para The Veronicas e fez backing vocal em álbums de Paris Hilton e Britney Spears.

Quando surgiu, confesso que Ke$ha me chamou a atenção por um fator em especial: ela era suja. Um mix de Avril Lavigne com Taylor Swift, glitter e sujeira. Não simpatizei nem um pouco com ela, apesar de adorar TiK ToK, tudo me irritava nela, voz e visual. Por algumas vezes tentei ouvir seu primeiro álbum, Animal, sem sucesso, porque nunca conseguia ir até o final. Por fim, cansei de tentar e deixei-a de lado.
Britney e Ke$ha
  
Lembrei de sua existência quando Ke$ha se revelou compositora do segundo maior hit de Britney Spears, a música Till the World Ends, presente em seu último álbum de estúdio, o Femme Fatale, do qual já falei por aqui. Depois disso, Ke$ha também fez participação no remix da música, juntamente com a rapper Nick Minaj. Foi aí que pensei: se a Britney, que é tão seletiva, deu uma chance pra essa menina (que inclusive já alfinetou algumas vezes em declarações) porque eu não devo tentar mais uma vez? Então, por mais brega que possa soar, deixei o preconceito de lado e abri meu coração para ouvir suas músicas.

Comecei de trás pra frente, ouvindo o EP Cannibal, que foi lançado também em versão deluxe com o álbum Animal este ano. Confesso que a música Blow, segundo single desse trabalho, já havia me conquistado há tempos mas eu não queria admitir. A música é incrível! O vídeo é um dos meus favoritos de todos os tempos. Sleazy, We R Who We R  e Cannibal, que dá nome ao EP, também são músicas marcantes que favorecem por completo o estilo de Ke$ha: dançante, contagiante, despretencioso e, por que não, sujo! No álbum Animal, minhas favoritas são os singles Your Love is My Drug e Take it Off, além das ótimas Back$tabber e Dancing With Tears in My Eyes, e, claro, TiK ToK! Na minha opinião, o EP valoriza mais a voz da Ke$ha e reafirma realmente como ela quer ser vista pelo público, enquanto o álbum é mais uma introdução, um experimento para ver como ela seria aceita. Ou seja, pra mim, Cannibal tem muito mais personalidade e tomara que os próximos trabalhos da cantora continuem seguindo essa linha.

Pra mim, compôr não é um fator muito importante para um cantor. Acredito que a interpretação é tudo: uma música ruim pode ficar ótima com o artista certo. Mas é legal frisar que, por mais superficiais que sejam suas letras, Ke$ha também pode escrever além de cantar. Seus atributos vocais não são os melhores do mundo, mas a voz dela me agrada bastante, com ou sem sintetizadores: detesto vozes gritando no meu ouvido - gosto de Christina Aguilera e Rihanna, mas paro por aí -, e a voz ela é firme e nada forte, seguindo o padrão das cantoras que eu normalmente costumo ouvir.

Ke$ha, ao meu ver, é tudo o que Lady GaGa queria ser e não conseguiu: irreverente, debochada e diferente, sem precisar ser uma aberração ambulante e usar tantos artifícios apelativos. É claro que ela nunca foi suja desde sempre, mas é visível que ela conseguiu se encontrar assim e incorporar essa personagem muito naturalmente, sem parecer forçada. Descobri que gostar da Ke$ha é pra poucos, e é por isso que demorei tanto pra me deixar levar por essa garota única e talentosa. Na verdade, eu já estava envolvida há muito tempo, só me faltava a coragem e um empurrãozinho da Britney pra eu admitir logo.

Então, a recomendação que faço pra vocês é: SE JOGUEM NO GLITTER, 'CAUSE THIS PLACE ABOUT TO BLO-O-O-O-OW!





sexta-feira, 6 de maio de 2011

Música: 06 de maio, Hanson Day!


Eu estava ansiosíssima para postar sobre Hanson aqui, mas decidi esperar uma hora propícia para tal. Eis que ela chegou: dia 06 de maio, Hanson Day! Essa data é comemorada pelos fãs de todo o mundo, pois marca o lançamento oficial do primeiro álbum da banda, Middle of Nowhere, que aconteceu há 14 anos atrás. Todo mundo se lembra do trio de irmãos loirinhos Isaac, Taylor e Zac, que bombou com o  hit MMMBop. Os meninos cresceram e continuaram fazendo sucesso, mais maduros e com o disco This Time Around. Passaram por contratempos com a gravadora e sumiram um pouco da mídia, até voltarem 2004 com o excelente álbum Underneath, lançado pelo selo próprio 3 Cars Garage. A partir de então, a qualidade musical dos meninos melhorou cada vez mais, com os álbums The Walk, de 2007, e o mais recente, Shout It Out, de 2010. 

Eu tenho um amor muito especial pelo álbum Underneath, que marcou muito o auge da minha adolescência (eu tinha 14 anos, na época) e pela paixonite aguda que tenho pelo Zac Hanson, surgida nessa época e ainda a única que dura fortemente até hoje (porque a cada ano que passa, ele fica melhor! Juro que meu coração dispara horrores toda vez que vejo uma foto ou ouço a voz dele... hahaha!). Mas, apesar disso, eu realmente não consigo escolher um álbum só pra falar aqui... então decidi falar brevemente dos lançamentos mais importantes da carreira deles (vou excluir da lista álbums natalinos, acústicos, EP's... acho desnecessário!), afinal, hoje é Hanson Day e meus meninos merecem destaque!

1. Middle Of Nowhere (1997)
Não sou muito fã desse álbum. Apesar do talento visível e das letras muito maduras, infelizmente as vozes incomodam muito por serem ainda tão infantilizadas. Mas, pela qualidade das músicas, me delicio muito quando os meninos ainda tocam algumas em shows e apresentações atuais. Minhas favoritas são MMMBop (claro!) e Yearbook. Eu particularmente não tenho muita paciência pra ouvir esse álbum até o final, mas a banda nos deu de presente uma gravação acústica dele que é maravilhosa e o torna bastante interessante, e que me fez amar Look at  You e A Minute Without You


2. This Time Around (2000)
Pra mim, a consolidação da carreira do Hanson começa aqui. Quem já não quase morreu de chorar assistindo a uma cena da novela Laços de Família ao som de Save Me?  Quem não se lembra de assistir ao clipe de If Only inúmeras vezes nos tempos áureos da MTV? Esse álbum é muito bom mesmo, cada música tem uma letra muito bem escrita e você não enjoa nunca. Destaque para Hand in Hand, em que o Ike mostra que também tem uma voz muito bonita e que fica mais encantadora em parceria com a letra maravilhosa, e pra In The City, a mais agressiva do disco (quando o Taylor canta "Do you love me, little pretty?" é de derreter qualquer uma!).

3. Underneath (2004)
Como já mencionei, esse álbum é meu xodó. Achei que eu nunca fosse ter uma cópia física dele, mas tive a agradável surpresa de encontrá-lo por R$ 10,00 na banca de uma loja fuleira da minha cidade, que estava fazendo um saldão porque ia fechar.  Minha música favorita do disco é Lost Without Each Other. Como ouvi essa música! Dias inteiros, sem parar... É a cara do Hanson, até quem não os escuta há muito tempo os reconheceria por essa música. Não posso deixar de mencionar os maravilhosos solos do Zac: Misery, Broken Angel e Lulla Belle. Que voz (que olhos, que boca, que sorriso, que cabelo, que...)! Também gosto muito de Deeper, solo do Ike. Esse álbum é pra vida, sem mais. Belíssima trilha sonora, de verdade.

4. The Walk (2007)
Esse álbum marcou o início da participação social do Hanson. Os meninos produziram boa parte do disco na África, e contou com a participação de um coral infantil sul-africano em algumas faixas. Todo o lucro da venda do single Great Divide foi doada a um hospital que cuida de pacientes com AIDS. Boas ações a parte, esse cd contém meu solo favorito do Zac, a música Go, que teve um clipe maravilhoso (com muiiiito destaque ao Zac, haha!) que vocês podem conferir clicando aqui. O Zac também canta solo em várias outras músicas do álbum, deixando o Taylor praticamente como coadjuvante: Running Man, Fire On The Mountain e Tearing It Down são as que eu mais gosto além de Go e dentre outras mais em que o vocal dele é o principal. Minha música favorita desse álbum é uma bônus, e acústica: Got a Hold On Me, contagiante e uma das minhas favoritas entre todas as músicas do Hanson. Tenho escutado incansavelmente nas útlimas semanas.

5. Shout It Out (2010)
O álbum mais recente do Hanson tem elementos do blues e do pop, e eu o considero a produção mais alegre que os meninos já fizeram até hoje. A seriedade e melancolia ficam um pouco de lado, tanto nas letras quanto nas melodias, e dão lugar a canções que dão vontade de dançar, onde o piano fala mais alto. Como a própria banda disse em entrevista, era a hora certa para eles se divertirem um pouco e com certeza o fizeram muito bem! Thinkin' Bout Something e Give a Little tiveram clipes divertidíssimos e super bem produzidos, traduzindo perfeitamente essas "férias" que os meninos tiraram (Zac dançando é impagável e vale por muiiita coisa nessa vida! - confira os vídeos clicando aqui e aqui!).

Acredito que em cada parágrafo consegui passar um pouquinho que seja do que cada álbum do Hanson representa. Eles marcaram muito minha vida, e eu conto com a possibilidade de assistir um show algum dia... e que este dia não demore. Resumindo... That's how music should sound!

Happy Hanson Day!

terça-feira, 26 de abril de 2011

Música: Álbum Femme Fatale, por Britney Spears

É mais do que óbvio que a primeira postagem sobre música teria que envolver a Britney, né? Quem me conhece sabe que sou fã desde os nove anos de idade. Não sou histérica, não sou louca, sou apenas FÃ! Acho a Britney uma pessoa/artista brilhante, extremamente simples e muito, muito honesta. Tudo me encanta nela, seja sua história de vida, seu trabalho e até mesmo sua imagem,  feia pra muitos, mas pra mim sempre bonita e forte, de um jeito muito significativo. Enfim, a Britney representa muito pra mim, e fico muito satisfeita de ver que ainda sou uma fã incondicional depois de tanto tempo: é um tapa na cara de todo mundo que falou tantas vezes na minha cabeça que "ia passar". 

Eu tenho alguns álbums da Britney que são muito queridos pra mim. O "Britney", de 2001, e o "Circus", de 2008, têm um lugar muito especial no meu coração, e eu também reconheço que o "Blackout", de 2007, foi a verdadeira obra-prima da carreira da Britney. Porém, hoje resolvi falar um pouco do "Femme Fatale", lançado em março deste ano e que, além de ser o trabalho mais recente da princesa (pra mim, rainha) do pop, também já está cavando um espacinho entre meus álbuns favoritos.

O cd começa com os singles Till The World Ends e Hold It Against Me. Nessa era, Britney tem abordado com frequência um tema mais "apocalíptico", bem retratado no clipe de ambas as músicas e também na batida e letra de cada uma. Apesar de incríveis, não são as minhas favoritas do álbum e nem seriam minhas escolhas para single se eu tivesse algum controle sobre isso. 

Inside Out é a favorita de grande parte dos fãs, por ser uma baladinha dupstep com uma letra instigante e, ao meu ver, bastante verdadeira. Mas, para mim, o álbum começa de verdade na quarta faixa, I Wanna Go. Ao contrário de certas cantoras esquisitas que prometem hinos e lançam músicas comuns, Britney não precisou prometer nada. Simplesmente fez: essa música é naturalmente um hino, que fala sobre libertação, sobre não termos medo de mostrar quem realmente somos. E tudo isso com uma batida maravilhosa e contagiante! Torço bastante para que seja single. Em seguida temos a música How I Roll, cujo trecho deu nome à este blog e acreditem: é uma das minhas menos favoritas! É o tipo de música que se encaixaria em algum outro cd da Britney, como por exemplo o In The Zone, mas ela não deixa de ser engraçadinha, quebrando o clima sexy do álbum por um momento.

A sexta faixa do cd, (Drop Dead) Beautiful, é outra música incrível. Britney quase nunca faz parcerias, mas dessa vez convidou a quase desconhecida rapper Sabi para dar um toque a mais nessa música. É outra música que eu torço demais para ser single e outra das minhas favoritas do álbum. Em seguida, ouvimos a deliciosa Seal With a Kiss. Sem dúvida, uma das melhores do cd! Não sei se é impressão minha, mas acho que tem um ar super vintage... dentre todas as minhas músicas favoritas deste álbum, na versão standart, essa com certeza ocupa o primeiro lugar.

Esse cd teria tudo para ser perfeito se não tivesse em sua tracklist a chatíssima Big Fat Bass, música em que Britney trabalhou com (o também chatíssimo) will.i.am. A música, num contexto geral, seria relativamente interessante se não fosse tão repetitiva e se não contasse com os vocais bobos do will.i.am. Britney escolhe a dedo suas parcerias, mas nessa ela realmente não acertou. Uma pena. Em compensação, logo em seguida já esquecemos essa faixa chata, pois somos presenteados com as excelentes Trouble for Me e Trip to your Heart, sendo que esta última segue a linha de Heaven on Earth, presente no álbum Blackout, misturada à Unusual You, presente no álbum Circus e que foi o ponto de partida para o desenvolvimento do conceito do Femme Fatale.

Gasoline é a penúltima música da versão standart do álbum, e eu adoro: a batida é macia e a voz da Britney está linda. Um amigo meu disse que a Britney tem uma voz diferente em cada música e eu acho incrível esse potencial que ela tem de arriscar sem medo de ser criticada pelos efeitos usados em cada música. O álbum fecha com Criminal, uma música com um toque celta, onde Britney pede desculpas à mãe por ter se apaixonado por um criminoso. Épica!

Britney performando a música "Big Fat Bass", em apresentação recente.
Mas o Femme Fatale não termina por aí: os sortudos que já adquiriram a versão deluxe do álbum contam com quatro ótimas bonus tracks: Up & Down - com um toque à lá Spice Girls, He About To Lose Me, - a melhor faixa de todo o álbum, e uma das melhores da Britney, pra mim; voz limpa, melodia linda!,  Selfish - essa não sai da minha cabeça, muito boa!, e Don't Keep Me Waiting - cuja bateria é tocada por Travis Barker, integrante (ou ex-integrante?) do Blink 182. O japoneses, mais sortudos ainda, também ganharam a faixa Scary de presente: a única composição da Britney em todo esse trabalho.

Antes do lançamento do álbum eu estava apreensiva, sem saber o que esperar da Britney nesse álbum. Me arrependi bastante de ter me sentido assim, mas no fundo eu sabia que ela não me decepcionaria! Um dos melhores álbuns de sua carreira e, com certeza, um dos melhores álbums desse ano.